Jerónimo fala da "paralisia em reagir"
O PCP tem apelado à mobilização contra um Governo "que está a fazer aquilo que a direita não teria força social para realizar".
Jerónimo de Sousa sabe que "a maioria dos trabalhadores votou no PS, não votou no PCP", e, para já, Jerónimo vai notando, como declarou ao DN, "uma neutralização, uma angústia, uma certa paralisia em reagir contra quem se deu o voto porque se julgava que iria ser no sentido de realizar uma política justa".
O secretário-geral do PCP acha que, neste momento, existe um "dilema de centena de milhares de portugueses que, apesar de estarem a ser penalizados por esta política, têm problemas de consciência em se demarcar daqueles em que confiaram, aqueles que são 'os seus'".
Para Jerónimo de Sousa, "vivemos um tempo de grandes indefinições, conformista, um tempo de grandes hesitações e angústias". Como se o povo - que segundo as sondagens continua a apoiar maioritariamente o Governo de José Sócrates - tivesse, segundo o secretário-geral do PCP, "problemas de consciência, tendo em conta o voto que deu e as expectativas que viu frustradas".
"As grandes questões sociais e os direitos dos trabalhadores eram zonas de fronteira entre esquerda e direita". Hoje, para o secretário-geral dos comunistas, "esta zona de fronteira está totalmente desbaratada, comprometida", o que "pode dar para o conformismo".
Para Jerónimo, "a morte da esperança" num Governo de esquerda "não se trata só de um perigo para os direitos sociais, mas um perigo para a própria democracia". Admite, porém, que o descontentamento "pode aumentar e ter efeitos no PCP".
ASl
Diário de Notícias 18.06.2006
Jerónimo de Sousa sabe que "a maioria dos trabalhadores votou no PS, não votou no PCP", e, para já, Jerónimo vai notando, como declarou ao DN, "uma neutralização, uma angústia, uma certa paralisia em reagir contra quem se deu o voto porque se julgava que iria ser no sentido de realizar uma política justa".
O secretário-geral do PCP acha que, neste momento, existe um "dilema de centena de milhares de portugueses que, apesar de estarem a ser penalizados por esta política, têm problemas de consciência em se demarcar daqueles em que confiaram, aqueles que são 'os seus'".
Para Jerónimo de Sousa, "vivemos um tempo de grandes indefinições, conformista, um tempo de grandes hesitações e angústias". Como se o povo - que segundo as sondagens continua a apoiar maioritariamente o Governo de José Sócrates - tivesse, segundo o secretário-geral do PCP, "problemas de consciência, tendo em conta o voto que deu e as expectativas que viu frustradas".
"As grandes questões sociais e os direitos dos trabalhadores eram zonas de fronteira entre esquerda e direita". Hoje, para o secretário-geral dos comunistas, "esta zona de fronteira está totalmente desbaratada, comprometida", o que "pode dar para o conformismo".
Para Jerónimo, "a morte da esperança" num Governo de esquerda "não se trata só de um perigo para os direitos sociais, mas um perigo para a própria democracia". Admite, porém, que o descontentamento "pode aumentar e ter efeitos no PCP".
ASl
Diário de Notícias 18.06.2006

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